Kate tinha um apreço pelo amor. Mesmo que escondido em suas inconstâncias, dissimulado nas suas incertezas, Kate sabia que o amor era presente. KAte sabia ainda que o amor é um descoberta constante. Não se sabe o que é, em quem vai estar, de que forma vai se manifestar, se vai ser bom, se vai ser mau. Se vai fazer sofrer (sofrer não, sofrer sim. Para o amor de verdade não existe sofrimento. Será assim?), se simplesmente vai contemporizar o amor incondicional. Amor é tudo aquilo que se expressa, no sorriso nulo de Kate, em seus quadros de tintas frias. nas cores que Kate não combinava, não precisava. Kate precisava do amor. Era um impulso, fazer tudo com amor. Com paixão. O aquecer de uma manhã fria, o despertar de um coração frio. Kate não decifrava os códigos que a vida insistia em lhe falar, as peças que o tempo insistia em lhe pregar. O que Kate mais queria era sentir um amor diferente, singelo, e isso já sentiu, já sentia. Chamas, chamas que chamam alguém. Na lareira, naquele dia frio de inverno, as reflexões sobre o amor chegava, e iam embora, como cinzas. Não havia tempo ou raciocínio, não havia um a lógica para os amores de Kate, tão pouco para seu amor próprio. E na frente do fogo, o mesmo fogo que queimava o coração de Kate, depois apagava, o fogo que incendiava e depois deixava o coração de Kate cinza, opaco, na frente desse mesmo fogo estava a límpida e misteriosa Kate, utilizando-se de suas paranóias para suprir as próprias filosofias. As filosofias de Kate. Kate ia ser amada. She will be loved. Forever.


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