Kate´s Life


30/08/2005


AMO muito tudo isso.

 

Dois Hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles, num pão com gergelim. É Big Mac.

 

Não. Não são só esses os ingredientes de um dos sanduíches mais famosos do país.

 

O Big Mac é feito de uma massa de pessoas que contribuem por um bem comum: A vida. Que trabalham durante meses para compor apenas um dia, que vai render muito. Uma massa de sabor especial, que unida rende vitórias.

 

O Big Mac é feito de pitadas de alegrias, com brincadeiras para falar de coisa séria. Afinal, criança é pra se lambuzar com hambúrguer, e não para sofrer com uma doença ingrata.

 

O Big Mac tem a embalagem de um sorriso, que ainda na falta de dentes sabe sorrir. As janelas dos mesmos dentes de leite que agradecem uma ato de carinho. Um ato de solidariedade. Um dia feliz. Um Mac Dia Feliz.

 

O Big Mac também é feito de sabores diferentes. Não ainda descobertos por inteiro, o sabor da gratidão, da alegria de um momento, de vestir uma camiseta, de fazer parte de um time.

 

O Big Mac ainda é feito de esperança, de dedicação. Cada meta é uma vitória, e é nessas metas que se depositam a confiança em uma nação que não trata de doenças, e sim de pessoas. De pequenas e adoráveis pessoas.

 

O Big Mac traz um aroma de felicidade. Quente, sai da chapa para saciar uma fome. Uma fome de união, tão rara nos dias de hoje. Ele vem com um cheirinho de aconchego, um desses cheirinhos que sentimos na casa dos nossos amigos.

 

O Big Mac não tem receita pronta, são milhares de unidades diferentes. Diferentes como as nossas metas individuais, muito menores que a nossa força de fazer um mundo diferente. Nós podemos muito. Nós podemos ser Mac Felizes. Mac melhores. Mac solidários.

 

E por fim, gostaria de dizer que voluntários não trabalham de graça. Ganham muito em troca. E que preço dar a um sorriso de criança? Impossível calcular...

 

Mc Dia Feliz 2005. 112.000.00 arrecadados. 6.600 lanches vendidos. E uma experiência q vou levar para o resto da vida.

Escrito por :::::: Cris :::::: às 20h28
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She´s free.

 
Kate sentada na cama, às 22:13 de domingo. Uma certa ansiedade em seu peito. Algo estava errado. Algo estava definitivamente muito, mas muito errado. Olhou para o teto, as estrelas brilhantes continuavam no forro. Nada mudara de lugar, mas Kate e sua habitual desconfiança dançavam juntas. O que estaria acontecendo? Respirou. Olhou ao redor. Nada de estranho. O que era afinal? Kate respirou fundo de novo. Não havia sequer um esboço de tristeza ou de alegria. Estava tudo neutro. Neutro. Neutro? Estranho. Há tempos o coração de Kate pulsava de alegria, ou de encolhia de tristeza. Um ou outro. Nada meio termo. Nada de tons neutros. Não sentia tristeza. Nem apertos no coração. Nem nada. O coração pendia leve, absoluto, cortês. Não havia nada de pesado, e pela primeira vez em pouco mais de três anos, o coração de Kate estava sereno. Leve como uma borboleta. Livre como uma libélula. How a dragonfly. Simples, batendo devagar e compassado. Sem maiores dores ou ansiedades. Pleno. Era algo estranho, afinal. Kate não era dessas coisas, era extremista. Oito ou oitenta. Me ame ou me odeie, mas sinta algo por mim. Mais uma respiração. Leve, confortante. Kate não podia acreditar. Depois de minutos olhando para o teto, de fitar a si mesma no espelho, de girar os olhos em volta, em busca de respostas, ali estava o resultado de tudo aquilo. E o motivo estava claro. Kate sentia o coração leve apenas por uma coisa. Estava livre das correntes.
 
Throw away the chains
Let love fly away
'Till love comes again
I'll be... okay

 

Escrito por :::::: Cris :::::: às 11h51
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