
Kate. Membro de si mesma, membro de outros. Kate e sua personalidade inconstante, mutante. Conhecedora de si mesma, mas nem tanto assim. Idealizadora de idéias, colocadas em práticas, praticadas em sua mente, descansadas. Descartadas. Kate e seus sonhos, sonhos pequenos, pés no chão, voando longe, Kate quer sonhar. Kate e seus amores, seu amor próprio, seu amor perdido, seu amor em busca de outro amor. Kate de olhos passados, expectativas futuras, vivendo o presente com ansiedade. Kate tem seus medos, mas não teme a eles. Kate e sua perseverança, sua fome de conhecimento, sua fome de aprender, de ensinar. Kate e sua escolhas mal feitas, suas quedas, seus aprendizados. Kate e sua sorte, seu azar, sua intuição. Kate é calma, alegre. Kate é pavio curto, defende, ataca, não suporta injustiça. Kate depois para e pensa. Pede desculpas. Exige desculpas. Kate muitas vezes não sabe o que fazer. Troca os pés pelas mãos, se exalta. Depois se arrepende. Grita, chora, berra, sorri, se machuca com facilidade. Mas quando corre atrás de uma coisa, corre com vontade. E não desiste enquanto não perseguir e alcançar seus sonhos. Ela esperneia. Ela não se dá por vencida. Teimosa. Mas compreensiva. Forte. Mas chora por qualquer besteira. Kate é um pedaço de Cristiane, talvez uma boa porcentagem dela. Talvez seja sua cópia fiel. Mas Kate não conhece Cristiane. Nem Cristiane a conhece. Embora uma more dentro da outra.


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